Cancioneiro Originais
NOITES DE LUAR Letra: Márcia Assunção Música: Márcia Sousa Percorrendo a Madeira Vamos todos a cantar Esta bela melodia Venham todos escutar Trajados de negro e branco Cantamos com fervor Murmurando segredos E muitas trovas de amor Nesta noite de luar Somos simples trovadores Entoamos cantigas Dedicadas aos amores Esta guitarra a tremer Alumia todo o espaço Menina ai eu queria Repousar em teu regaço E as lindas serenatas Tornam as noites mais belas Cativam com alegria A mancebos e donzelas Refrão ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ O TROVADOR Letra e música: Márcia Sousa Vi um trovador Perdido no tempo Chorava e dançava Com o seu pensamento Sim eu chorava E pedia ao vento A voz que perdi O sorriso e o alento Porque choravas Ó meu trovador? Eram lágrimas tristes Pareciam de dor Aquilo que vias Era o meu coração Chorando por ti Sem saber a razão Oh trovador Que sempre ouvi cantar Que posso eu fazer P’ra poder te ajudar? Olha p’ra mim Dá-me um pouco de atenção Vem até aqui Escuta o meu coração Oh que palavras Doces ouço então Serão de cristal? Serão de papelão? São verdadeiras Como a cor do luar Pintado no céu P’ra nos fazer sonhar Estarão as estrelas Coladas nos céus? Estarão os teus sonhos Cruzados com os meus?... (bis) ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- MENINA Letra: Sandra Leodoro Música: Enfertuna Menina vem à janela Vem ver o teu amor Por baixo do brilho da lua Ele parece um trovador Tocam os seus amigos E a serenata ele faz Menina vem à janela Vem ver o teu rapaz Refrão (todos): Ai, ai, o sorriso dela Ai, ai, ela quer descer Menina deseja beijar O seu amor até amanhecer Menina vem à janela Não receies os teus pais Por ti ele enfrenta tudo Até o mundo não é demais Saí detrás das cortinas Por favor revela o rosto Olhar-te é como sentir O sol quente de Agosto Refrão Menina vem à janela Vem sorrir ao teu amor Pois nesta noite fria É melhor que um cobertor Oferece qualquer coisa O teu lenço de setim Teu amor quer ir p’ra casa Com uma recordação de ti Refrão ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ FADINHO DA ENFERTUNA Letra: Tânia Henriques Música: Adaptação Arranjos: Enfertuna Foi em São José de Cluny Uma escola de Enfermagem Que nasceu a nossa Tuna Cheia de muita coragem Refrão: E foi crescendo devagarinho E foi crescendo devagarinho Sempre com galhofa e vinho (bis) Refrão A música é nossa musa A Enfermagem inspiração Tudo o que nós fazemos Regala o coração Refrão Xarradas e serenatas Cantamos a toda a gente O nosso lema é por Toda a gente contente Refrão A Enfertuna agora vai Já com alguma saudade Desta terra maravilhosa De gente com humildade Refrão E sai um corridinho: (Refrão bastante rápido) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- NELITA Letra e música: Rui Freitas Arranjos: Enfertuna Quando passo à noitinha n’avenida E vejo aquele carrinho a abanar Penso eu logo para os meus botões Está a maluca da Nelita a trabalhar A Nelita é uma maluca noite e dia Mas é ver o dinheirinho a aumentar Não se cansa aquela endiabrada Está sempre noite e dia a malhar Refrão De dia Nelita De noite Nelita Tu não deixas o carrinho descansar À tarde Nelita E sempre Nelita Tu já deves ter tudo a escanchar (bis) Quando passam as velhinhas ao teu lado E tu lá estás com a roupa a manchar Dizem logo elas: “Que pouca-vergonha” Está a maluca da Nelita a trabalhar Mas ela não se importa nem um pouco “Adoro andar aqui a chafurdar Este sempre sempre foi um grande sonho A mecânica é o que está a dar” Refrão ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A MAGIA ACONTECEU Letra e música: Rui Freitas & Mariana Drumond Arranjos: Enfertuna Primeira vez que te vi Ai que tu nem me ligaste Fiquei c’um brilho no olhar Mas em mim não reparaste Passei mesmo ao teu lado Meu coração rodopiou Tive medo de falar Minha boca se fechou Refrão A paixão de um olhar O perfume de um beijo Um toque na tua pele Ai como eu como eu te desejo A minha mão na tua face O teu corpo junto ao meu E nas lágrimas do céu A magia aconteceu Só depois daquela noite Em que me viste actuar Com capa negra ao ombro Vieste comigo falar Algo vibrou mexeu em nós E dos céus do criador A chuva despiu as almas Nasceu ali o nosso amor Refrão --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- O AMOR É HÚMIDO Letra: Rui Freitas Música: José Cid (Coração de Papelão) Arranjos: Enfertuna Encontrei-te ontem na tasca Estavas a olhar p'ra mim Fui logo para o teu lado Não podia deixar-te assim Estavas ali tão sozinha Molhadinha e a pingar Quando te passei a mão Quis logo te emborcar Refrão: E então te emborquei E até me embebedei Bebida como tu eu nunca vi És Fenomenal Oh minha bela imperial Fresquinha do princípio até ao fim Vamos nos enroscar ali p'ro jardim No dia seguinte eu tinha Uma ressaca bem pesada Mas tinha valido a pena Bela noite bem passada Nunca mais vou-te esquecer Já não quero saber doutra Quando eu te emborcar Bebo-te até à última gota Refrão ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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